Àqueles que me visitam nestas paragens deixo uma pequena nota sobre minha pausa por aqui. Faço isto muito mais pelo carinho que dedico a alguns leitores mais chegados e sintonizados do que uma necessidade pessoal de explicar-me. Alguns me conhecem o bastante para entender como funcionam meus processos criativos. Outros se aproximam porque buscam esta “minha perspectiva” para comporem as suas próprias. Destes últimos, alguns chegaram a escrever perguntando o que havia acontecido.
Ultimamente tenho dedicado mais tempo para brincar com meus cachorros, re-estudar Fludd e Spare sob uma ótica mais amadurecida e treinar minhas habilidades com jardinagem – que têm muito para aprimorar até que chegue ao nível de meus antepassados orientais. Plantas requerem tanto carinho e atenção quanto requerem nossos relacionamentos mais sagrados, em uma base muito diária.
Então, não, esta pausa não é dedicada ou causada por oponentes e nem “pó de pirlim-pim-pim do inferno” espalhado no meu chão. É aqui no "frigir dos ovos" que sabemos quem é quem, e há tempos não ouço o uivar do vento anunciar tempestades de raio e fogo.
Este espaço virtual foi criado com o intuito de trazer meus “diabretes” revolucionários ao playground da internet. Não vim aqui para “evangelizar” ninguém e no dia em que isto se tornar uma ferramenta menos interessante para conhecer outros “marginais e hereges” como eu, certamente encontrarei outra.
Se caminhamos um bocado em uma jornada onde a busca intensa de auto-conhecimento é crucial, é natural que tenhamos colecionado ao longo dos anos os correspondentes da medida do nosso próprio ódio – nossos espelhos de feiúra. A vida tem me mostrado que todo mundo é o “santo bárbaro” de alguém, e eu sempre tento engolir a hipocrisia alheia com alguma compaixão, mas às vezes simplesmente não dá – mas sigo tentando!
Por outro lado, não existe ainda uma pessoa “incriticável”, dado o excesso de veneno contido em nossa cultura “caga-regras”, criadora de prisões emocionais e suicídios lentos. Toda a questão reside na escolha da dosagem. Eu ainda estou trabalhando nesta “síndrome da abstinência” após sair deste vício maldito que o veneno causa. Então, lógico, eu ainda tenho meus espelhos de feiúra! Quem não tem? Sou parte “natureza humana”, queime-me por isso!
Enquanto o homem se prende nesta redoma rosada e altamente civilizada – democrática em sua baixa linha de corte – eu só tenho que seguir "zen", em profundo contentamento, para não me envenenar destes consensos adormecidos.
No outro lado da aba, estou preparando um prato delicioso para apresentar aos meus seletos leitores, breve, muito em breve.

3 comentários:
Uma pausa recompensada em beleza e juventude!
as paragens são sempre mais interessantes e belas amore. bjos e sucesso com as plantas, que em grande parte, sabemos como são lindas as que estão no seu jardim. Amo-te
Katy...
Sei bem que as vezes essas pausas são necessárias, muitas vezes, com disse você para cuidar de coisas simples como um Jardim, mais é nessa simplicidade que se escondem mistérios arcanos. Eu estou também nessa viagem de coisas simples que há muito estavam esperando minha atenção. Estarei aguardando do alimento de "sabedoria" que teus textos sempre trazem a minha alma...Obrigado.
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